sábado, 8 de outubro de 2016

Oppositions

Oppositions in thought express the contradiction which is the very stuff of creation, which permits the movement of history, and which it is the end of this movement to surmount – without ever quite achieving the endeavor. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Henri de Lubac

Paradox

Paradox is the reverse of what, properly perceived, would be synthesis. But the proper view always eludes us. Each of us contributes by his existence to the weaving of a wonderful tapestry but it cannot yet be comprised entirely within our range of vision. In the field of facts as of spirit, synthesis can only be sought. Quandiu vivimus, necesse habemus sempre quaerere. Paradox is the search or wait for synthesis. It is the provisional expression of a view which remains incomplete but whose orientation is ever towards fullness.

Paradox has more charm than dialectics; It is also mare realist and mare modest, less tense and less hurried; its function is to remind the dialectician when each new stage is reached in the argument, that however necessary this forward movement is  no real progress has been made. As the scholars of old say, in a rather different sense, of eternal life itself, we are ever going from “beginnings to beginnings”

For paradox exists everywhere in reality, before existing in thought. It é everywhere in permanence. It is for ever reborn. The universe itself, our universe in growth, is paradoxical. The synthesis of the world has not been made. As each truth become better known, it opens up a fresh area for paradox. Thought which failed to leave it its place then, which in other words did not recognize this universal place that it has, would be paradoxical in the bad sense. Paradox, in the best sense, is objectivity.

The higher life rises, the richer, the more interior it become, the mare ground paradox gains. Already sovereign in life that is human only, its realm of election is the life of the spirit. Mystical life its triumph.


Paradox: the word specifies, above all, then, things themselves, not the way of saying them. If it happens as well to bear some subsidiary reflex meaning, perhaps that is indicative of the anxiety to avoid a certain doctrinal heaviness when serious things are being dealt with. 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Natal?



           
Interessante observar hoje como que nossas comunidades cristãs encaram as festas religiosas. Em algumas comunidades que trabalhei, deparei com algumas situações engraçadas, para não dizer ‘equivocadas’. Certa mulher chegou e perguntou: “Frei, estamos organizando a Páscoa aqui com as crianças da catequese. Gostaria de me vestir de coelhinho. O que o senhor acha?”

            Quando damos a orientação que não tem sentindo fazer isso, catequistas e coordenadores acham ruim, pois o ‘frei proibiu!’. Assim também está acontecendo com o Natal. Em muitas festas de fim de ano, comunidades ‘chamam’ o Papai Noel. Dizem que é para fazer felizes todas as crianças.

Reforçamos uma imagem que hoje não tem nada haver com o Natal. Alguém pode objetar: “Não! Papai Noel tem haver com aquele santo”, etc. Bobagem! Pura bobagem! Diretamente hoje, Papai Noel é uma figura que nada tem haver com o nascimento de Jesus. Tem?

Perdemos a coragem de evangelizar como convêm nossas comunidades. Muitas vezes preferimos agradar a falar a verdade e corrigir. A mística do Natal deve ser retomada para os cristãos. Estamos deixando ser levados pelo consumismo, por uma sociedade que não aceita os aspectos religiosos verdadeiros. É preciso re-evangelizar os cristãos.


Natal é nascimento de Jesus Cristo. A ceia, o presente, é a salvação, a realização plena do ser humano.

sábado, 12 de dezembro de 2015

“Não temas, Sião, não te deixes levar pelo desânimo!”

No Tempo do Advento vivemos a Esperança. O profeta Isaias nos diz para não nos desanimarmos, termos confiança na ação de Deus. A promessa Divina ganha sentindo em tempos difíceis. Hoje vivemos estes momentos. Nas questões sociais, políticas, humanas em geral: Corrupção, violência, depressões, angústias, falta de sentido, etc. São situações que estão diante de nós e são complexas.

            Casais se separando, filhos que não são bem educados, religiosos que deixam as instituições, poucas vocações, migração de fieis para as novas denominações religiosas, para igreja que são regadas com a Teologia da Prosperidade, negando a Cristo e seus ensinamentos. São tempos duros. Quando ouvimos o profeta Isaias e falar em esperanças não podemos confundi-la com ‘negar a realidade’, dizendo que tudo vai melhorar e/ou está bem.
Ter esperanças não quer dizer rejeitar o que está ou estará diante de nós, isso seria uma ilusão, uma mentira. A Esperança é a espera em Deus somente, em uma vivência, não no sentido intimista – eu com Deus apenas – mas de ‘adentramento’ do mistério e olhar todas as coisas com o Olhar de Deus.

            Vivemos tem tempo de permissividade. Cada um quer viver seu deus. O evangelho e toda a tradição orientam para uma vida melhor e madura e as pessoas, dizendo também serem cristãs, discordam e preferem outros caminhos, mas mesmo assim permanecem nas fileiras de ‘fieis’. Cada um agora parece pitar sua própria religião. Ao seu gosto.
O discurso que agrada enche as igrejas. Já o discurso do compromisso, ao modo de João Batista, afasta e deixa as comunidades sem membros e ‘pastores’ sem ‘ovelhas’. Precisamos ser re-evangelizados com urgência. Vivemos mais a pastoral da conservação do que a igreja missionária. Queremos as ‘quermesses’, os encontros de jovens, os retiros intimistas, mas temos pouca liga com o compromisso cristão. Como dizia o Papa Bento temos (ou somos) “católicos de salão”.

            É nesse terreno, dentro dessa realidade contemporânea inegável que deve surgir a Esperança de um mundo melhor. E ele começa agora, com nossas ações. No rompimento com a pastoral da conservação. Em uma igreja verdadeiramente missionária que aponta para o reino de Deus, para o Cordeiro que tira o pecado do mundo.


            A realidade que vivemos deve ser assumida como ela é. Nós devemos assumir a nós mesmos com confiança em Deus. Não neguemos o que está ai, vamos encarar que vivemos como que nos ‘tempo’ de Herodes e de Pôncio Pilatos’. É nesse terreno, nesse deserto que deve nascer as flores, correr as águas, brotar a vida. Lembrando sempre que os desafios serão grandes mesmo dentro de nossas comunidades. Coragem, caminhemos com a força do Espírito.  

Em uma mesa de ‘festa’

O movimento era grande. Certo alvoroço. Pessoas ansiosas para organizar bem a festa. A padroeira era Santa Luzia. Sempre em tais momentos há um corre-corre. Pensa-se às vezes que se perde até mesmo um pouco da concentração necessária para se rezar bem. Os rostos ficam mais tensos quando constatam que a hora da celebração chegou. Ela começa. Mais pessoas na procissão de entrada. Aparecem crianças segurando cestas e pedidos. Casais formam também o cortejo festivo.

         O silêncio se faz mais presente que nos outros dias. Leva-se em conta aí também o grande número de pessoas e a contrição presente. Pessoas novas aparecem. Pelo jeito fazia tempo que não vinham. Estão ali agora, atentas. Os músicos cantam, as leituras são proclamadas. As orações são feitas. Canta-se o hino à Santa Luzia fortemente e a celebração religiosa acaba. Acaba?

         Vão para o salão ao lado. O barulho ali é grande, mas está tudo organizado. Cozinheiras, pessoas vendendo fichas, outra para atender as mesas, prendas e leiloeiro. Nem tudo é perfeito, mas está organizado. A celebração ‘religiosa’ de certa maneira continua ali. Na conversa descontraída, um ao outro se encontram. Celebra-se gratuitamente a vida. O reconhecimento do outro, na amizade, não aquela romanceada, mas aquela outra que vai se dando pelas partilhas em meio a conflitos e alegrias. O que estava ‘desligado’ se ‘liga’, o que não era ‘religioso’ se torna ‘re-ligião’. É justamente nesse ‘mundo’ significativo que se dá o re-conhecimento do outro e se realiza a ‘evangelização’.

As profundidades se encontram. Não se trata nesse tempo de ritualidade marcada como fui o primeiro momento ‘religioso’ da celebração – necessário -, mas de outra ritualidade, disforme e dinâmica. Neste meio nos encontramos como ‘pastores’ e ‘ovelhas’. Ficaremos impregnados do cheio um do outro. Pastor com ‘cheiro de ovelha’ e ‘ovelha com jeito do pastor’.

Neste limiar entre o outro e nós mesmos é que encontramos nosso chamado. Não falamos daquilo que poderia ser visto como agradável para ‘mim’, mas do ‘adentramento’ no jeito vigoroso da vida ser, do ficar encharcado do elã. O cheiro da ovelha está ai, e a possibilidade de ser mediador. A vocação sacerdotal não está localizada apenas na mesa-altar de pedra ou madeira, está também na mesa da vida vivida na força do Espírito.


E o Papa Francisco disse: “O sacerdote que sai pouco de si mesmo, que unge pouco, perde o melhor do nosso povo, aquilo que é capaz de ativar a parte mais profunda do seu coração presbiteral”. Ali, na proximidade das ovelhas, tornamos também ovelhas e nos ungimos, nos ‘tocamos’ em profundidade e sentido. Aquilo que fui celebrado alimenta o caminhar e o caminhar promove o celebrar.