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A Inveja: o demônio na Vida Religiosa

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‘A felicidade do outro é minha tristeza’. Ela, a inveja, é filha da preguiça, pois, como fruto imaturo, não se esforça em nada para atingir aquilo que admira. Tem como resultado a tristeza pela alegria alheia. A conquista da pessoa que é elogiada funciona como um punhal no coração do invejoso. Sente-se inseguro e recorre normalmente a vingança. Pensa consigo: “Vamos ver que tem mais elogios? ”. Ou “Vamos ver quem tem mais amigos? ”. Por ‘amigo’ entenda: serviçal ao Narciso. Porque somente pode ser ‘amigo’ do invejoso se esse encontra nos indivíduos, adoradores de sua própria imagem.



Na Vida Religiosa tem tal demônio? Sim. Na verdade, ele está em todos nós. Sempre à espreita. Somente manifestando quando se sente desconsiderado. E tal situação emerge depois que se instala o vício da busca de elogio. O religioso desatento – sem reflexão e oração – cai nisso com facilidade. Como se sabe, diante do público – leigos, e aqui se entenda ‘leigo’ mesmo, aquele que pouco sabe – os religiosos sã…

Paixão de Cristo e sentimentalismo

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A paixão de Cristo é nossa paixão? Em uma sociedade que preza pelo bem-estar acima de tudo, a Paixão de Cristo somente tem lugar como sentimentalismo. Que em sua vertente moderna acaba por intoxicar os que querem ter uma experiência romântica e ‘gostosa’ do rito religioso.
Falar de um Deus homem que sofreu, frustrou-se, teve medo, duvidou, não agrada mais o público sedento de milagres e curas. Como que um Deus que se revelou fraco, amando e angustiado pelos amigos e discípulos, pode fazer alguma coisa?
Percebe-se nas conversas com muitos cristãos hoje que uma divindade que não pode nos tirar do sofrimento não tem serventia. Caso Deus não seja eficaz naquilo que queremos, Ele não é onipotente. Assim, nota-se que no próprio discurso e prática atual cristã passou a existir uma negação da Paixão de Cristo. Nega-se um Deus que sofre com seu povo, que caminha com cada um, seja na alegria ou no sofrimento, e em decorrência, a identificação com Ele. Logo, pessoas estão ficando doentes e confus…

Crítica ao Filme "A Cabana"

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Assisti ao filme A Cabana nessa semana. Há muito tempo tinha lido o livro. Considero um bom filme para assistir. Principalmente para aqueles que se interessa por religião, sofrimento, sentido da vida, etc. Quem não gosta de drama, não recomendo. Em relação à idéia cristã de Deus que o filme tenta passar, posso dizer que supera bastante as idéias das igrejas novas evangélicas (neo-pentecostalismo) e do devocionalismo católico. Assim, também, com as idéias mais correntes do espiritismo (‘superar’ pode ser problemático aqui, mas, por enquanto, deixo essa palavra).
Quero deixar claro aqui que não falo dos instruídos nas doutrinas cristãs, mas da população em geral, que pouco ou nada tem de acesso as idéias mais substancial da mensagem cristã.
O que acaba por trair a mensagem cristã no filme parece justamente ser a certeza que o pai tem ao ver a filha em uma espécie de céu. Poderíamos levantar aqui diversas questões sofre isso. Porém, o que me chama atenção é que a vida real não dá a possi…

Sentimentos e rito litúrgico

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Diversas comunidades cristãs celebraram o Domingo de Ramos nesse último dia 09 de abril. Antes de presidir a celebração eucarística tive a oportunidade de assistir uma missa pela TV. Percebi que as pessoas, como também o presidente da celebração, alegres faziam a procissão de ramos. E esse clima de alegria, ao menos expressos nas faces, permaneceu durante praticamente toda a celebração. Também, observando as redes sociais, constatei a mesma situação. Dessas observadas, apenas a imagem do Papa Francisco diferiam das demais. Francisco tinha o rosto mais meditativo e concentrado.
Claro que não queremos aqui fazer uma generalização, mas apenas apontar para algo estranho nessas celebrações: que é a ‘aparente’ alegria que muitos expressavam. Dizemos ‘aparência’, pois o contexto litúrgico não favorecia tal sentimento. As leituras, com exceção do Evangelho do início, eram fortes na negação da Boa Nova pelos líderes religiosos da época como também pelos discípulos que ainda não compreendiam bem…

Páscoa é a plenitude da sensibilidade de Deus

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Relacionamentos e felicidade

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Pode a busca de felicidade causar tristeza? Sim. Aqui talvez falte a nós maior consciência de nossas potencialidades e fragilidades. Possa ser que, por exemplo: quero encontrar um relacionamento, mas tenho muita insegurança, acho que as pessoas não gostam de mim, que elas tem que provar seu amor constantemente, etc. Ficarei triste rapidamente, pois a outra pessoa não conseguirá atingir minhas exigências.
Busco sinceramente estar bem, mas quando tento, me frustro. Então é preciso buscar auxílio profissional.
Não se preocupe, pode ser que seu caso seja simples e que em algumas sessões já tenha condições de olhar a vida de forma diferente.
Muitas pessoas passam por muitos relacionamentos e ficam cada dia mais tristes sentido que são incapazes de ser felizes. Buscam a felicidade e acabam encontrando tristeza.

A terapia vai ajudar a ter uma nova postura perante si próprio e a vida. A busca da realização pessoal será mais equilibrada e a pessoa se tornará apta para ter momentos significativ…